VINHOS DO ALENTEJO BRASIL 2016 - Rio de Janeiro

     Os vinhos do Alentejo se dividem em oito sub-regiões com denominação de origem. Borba,  Évora, Granja/Amarela, Moura, Portaalegre, Redondo, Reguengos e Vindigueira tem seus diferentes terroirs. O que se espera nos vinhos do Alentejo? Nos vinhos brancos aromas intensos, frutados, com boa estrutura e harmonia. Destaco nesta prova o Herdade dos Coteis 100% Antão Vaz safra 2015 e o Cortes de Cima 100% Alvarinho safra 2014.  Já os tintos, aromas de frutos bem maduros, estrutura firme e de grande persistência. Vinte e seis vinícolas participaram nesta edição de 2016. Adega de Borba, Adega do Monte Branco, Carmim - Reguengos, Cartuxa - Fundação Eugênio de Almeida, Comenda Grande, Cortes de Cima, Encostas de Alqueva, Esporão, Herdade do Rocim, Herdade dos Coelheiros, Herdade dos Coteis, Herdade dos Machados/Santos Jorge, Herdade Grandes Wines, J. Portugal Ramos Vinhos, Joaquim Costa Vargas, José Maria da Fonseca, Monte do Pintor, Monte dos Cabaços, Mouchão, Paulo Laureano, Quinta da Plansel, Roquevale, Sogrape Vinhos, Tapada do Fidalgo, Tiago Cabaço Winery e Volte-Face - Wines Of Change. Destes o produtor José Venâncio da Herdade dos Coteis, estava presente trocando informações com os profissionais do vinho e consumidores. Foi uma boa oportunidade de conhecer melhor seus vinhos e interagir com o produtor.

     Na masterclass dirigida pelo crítico de vinhos Alexandre Lalas, uma boa seleção de rótulos desde os brancos aos tintos foi apresentada. Destaque para o vinho de talha José de Sousa Maior/José Maria da Fonseca safra 2012. Como é feito este vinho? As uvas são desengaçadas e colocadas nas talhas de barro. Acontecerá então o processo fermentativo. Nas 48 horas seguintes, inicia-se a fermentação do mosto. É analisado o grau de acidez e a eventual necessidade de se lhe adicionar ácido tartárico. O vinho terá que ficar em contacto com as massas por um período de dois meses. Durante esse período é necessário mexer diariamente com um rodo de madeira de duas a três vezes na fase inicial da fermentação, isto acontece nas primeiras duas a três semanas, e apenas uma, no restante do período. No fim do processo só existe vinho na superfície, com as massas no fundo. A camada de álcool e de dióxido de carbono que se vai acumulando na parte superior, associada ao próprio formato da talha, funciona como uma espécie de vedante natural, impedindo a oxidação. Por volta de dois meses após o começo da fermentação, retira-se o vinho por uma torneira colocada na parte inferior da talha de barro. Neste momento acontece uma filtragem natural do vinho através da parte sólida acumulada no fundo da talha. 12-10-2016

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